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Beto Carrero World e o impacto no short stay do litoral norte de SC

O parque temático mais visitado da América Latina anunciou um plano de R$ 2 bilhões para dobrar para 5 milhões de visitantes/ano. Penha tem hoje déficit de 13 mil leitos na alta temporada. Piçarras está a 10 minutos de carro — e absorve a demanda excedente.

Short stay Beto Carrero Turismo

Os números do Beto Carrero World hoje

~3 mi
visitantes/ano em 2023 — parque mais visitado da América Latina (TEA Global Experience Index 2024)
R$ 2 bi
de investimento em expansão anunciado pela operação do parque
5 milhões
meta de visitantes/ano em até cinco anos, segundo o CEO Alex Murad
30%
do público de jan/fev é argentino — turismo internacional crescendo

O parque, em Penha (SC), opera há mais de três décadas, mas só em 2024–2026 declarou intenção institucional de virar polo internacional. A estratégia replica o modelo Disney/Universal: três hotéis próprios em construção (200 apartamentos cada), parcerias com redes internacionais e oferta integrada de entretenimento + hospedagem + lazer.

O déficit estrutural de leitos em Penha

Esse é o ponto que muita gente subestima.

Penha tem hoje cerca de 7 mil leitos. A demanda na alta temporada chega a 20 mil visitantes/dia. Isso significa um déficit de aproximadamente 13 mil leitos — segundo levantamento do Conselho Municipal de Turismo de Penha publicado por veículos locais (ND Mais).

Esses 13 mil leitos não somem do mapa: parte vai para Itajaí, parte para Bombinhas, parte para Balneário Camboriú — e parte significativa para o vizinho mais próximo, Balneário Piçarras, a menos de 10 km do parque.

Em termos de demanda por hospedagem, Piçarras tem hoje um perfil de absorção único:

Por que isso muda o investimento em Piçarras

A tese de short stay tradicional no litoral catarinense era sazonal: 90 dias de verão + algumas datas-pico de inverno. O Beto Carrero quebra essa sazonalidade.

1. Demanda durante o ano inteiro

O parque opera o ano todo. Feriados prolongados, férias escolares de julho, recessos, eventos especiais — todo o calendário gera tráfego de hospedagem que escapa da curva sazonal pura.

2. Turismo internacional

30% do público de janeiro e fevereiro é argentino, segundo o próprio CEO do parque. Há fluxos crescentes de Chile, Uruguai, Colômbia e Peru. Esse público estrangeiro tende a ficar mais dias e pagar mais por hospedagem qualificada.

3. Expansão R$ 2 bilhões — sinal estrutural

Quando uma operação privada compromete R$ 2 bi em capex local, ela está sinalizando uma aposta de longa duração. Isso atrai serviços (gastronomia, restaurantes, comércio), melhora infraestrutura municipal e cria empregos qualificados — todos fatores que sustentam preço de imóvel.

O ativo certo para essa tese

Para capturar essa demanda, o investidor precisa de um imóvel que ofereça o que o turista do parque quer:

É exatamente esse perfil de ativo que o pré-lançamento pé na areia em Balneário Piçarras propõe entregar: 14.000 m² de terreno com 220 m de frente para o mar, studios a 4 suítes, infraestrutura completa de lazer e localização premium na microrregião do Beto Carrero.

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